DIA 23(SÁBADO): “A Terra vista do céu”

Fui ver hoje a exposição chamada  “A Terra vista do céu” por Yann Arthus-Bertrand [20 anos de retratos do planeta] que estava tendo no Centro do Rio de Janeiro na Praça da Cinelândia, em frente ao Teatro Municipal; era uma exposição gratuita e de ótima qualidade com mais de 130 fotos aéreas, tiradas no mundo todo.

Yann Arthus-Bertrand, fotógrafo e ambientalista francês

Painel da exposição

Balão representando o globo terrestre

Além de fotos tiradas por Yann, havia um espaço passando o filme “Nosso planeta, nossa casa” produzido por ele. Recebi um material educativo sobre a exposição e um cartaz sobre a Amazônia, além disso estava a venda um livro muito bem produzido com todas as fotos tiradas por este fotógrafo e textos correspondentes.

Filme “Nosso Planeta, nossa casa”

O foco dessa exposição belíssima, é o meio ambiente visto por um ângulo diferente; que nos mostra imagens diferenciadas e únicas que fazem com que nos sensibilizemos com tamanha fragilidade de nosso planeta, apesar de belos os retratos acabamos por refletir sobre os enormes impactos antrópicos, causados no meio ambiente como por exemplo:

  • Plantação de soja;
  • Desertificação;
  • Salinização do solo;
  • Consumo de fertilizantes;
  • Depósito de lixo a céu aberto;
  • Uso de combustíveis fósseis;
  • Agravamento do aquecimento global;
  • Emissão de gases do efeito estufa;
  • Espaços florestais regredidos etc.Algumas fotos da exposição:

    Barracuda Keys, Flórida, EUA

    Grande fonte hidrotermal prismática, Pq.Nacional de Yellowstone,Wyoming,EUA

    Enterro de resíduos da extração de petróleo das areias betuminosas, Canadá

    Pescador no lago Kossou, Costa do Marfim

    Lago Holmsarlon, Islândia

    Depósito de lixo a céu aberto, São Domingos, República Dominicana

    Moças carregando baldes, Mali

    “Árvore da vida”, Quênia

    Yann Arthus Bertrand: “Eu vi a Terra mudar”
    “O planeta é muito mais bonito do que eu imaginava. Desde que comecei a olhá-lo realmente, ele não parou de me surpreender por seu esplendor. Essa beleza, que descobri através do meu trabalho fotográfico, transformou-me. Foi ela que fez de mim um ecologista

    Essa exposição no Rio de Janeiro é muito especial, pois foi com a ECO 92, conferência sobre o desenvolvimento sustentável ocorrida no Rio, que dei início ao meu trabalho A Terra vista do céu, há exatos 20 anos. Voltar ao Rio é, para mim, a oportunidade de fazer um balanço das duas décadas desse trabalho ao mesmo tempo em que os especialistas farão o balanço do desenvolvimento do planeta nesse período.

    Nos 20 anos que passei fotografando a Terra, eu a vi mudar. Pois o impacto do homem é visto do céu. E durante minhas viagens e minhas pesquisas, constatei que todos os especialistas e cientistas que encontrei compartilhavam a mesma preocupação. O que minhas fotos revelam, eles o dizem com números, e esses números são verdadeiramente assustadores.

    Em 20 anos, os sinais alarmantes se multiplicam. A partir de agora, cada um deve assumir as consequências disso. Com minhas fotografias e a Fundação GoodPlanet tento sensibilizar o maior número de pessoas sobre a importância do desenvolvimento sustentável.

    Espero que você, ao observar essas fotos, as mais fortes que tirei em 20 anos, deixe-se transformar pela beleza do mundo como eu fui transformado, e que também tenha o desejo de contribuir para a preservação do planeta.

    Todo mundo pode fazer alguma coisa. Cabe a você descobrir o quê.”

    Abaixo, algumas das frases que estavam escritas abaixo das fotos :

    Algumas das frases

    SITES RELACIONADOS A EXPOSIÇÃO:
    –  http://noticias.uol.com.br/ciencia/album/2012/04/26/veja-fotos-da-exposicao-a-terra-vista-do-ceu-do-ativista-frances-yann-arthus-bertrand.htm
    –  http://globotv.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/v/exposicao-de-fotos-com-tematica-ambiental-chama-atencao-no-rio/1924852/
    Espero que tenham se interessado por esse artista completo!Pois eu adorei o trabalho dele…até mais!

    Beijos,
    Clara

DIA 22 (SEXTA): “Videoinstalação: Os alertas de Siron Franco”

Hoje fui ao MAM(Museu de Arte Moderna) no Aterro e visitei a exposição no segundo piso sobre o cerrado chamada “O alerta de Siron Franco”; realmente era uma exposição que alertava as pessoas, pois utilizava-se de mecanismos principalmente visuais e que aguçavam todos os nossos sentidos, como por exemplo; ao entrar tinha:

  • Túnel d’água com um corredor de 12m, com som e imagem;
  • Sala de bioluminescência com esculturas em terra e fibra de vidro que eram iluminadas com LEDs, também emitia som e fragância;

    Representa cupinzeiros cobertos durante a noite por miríades de vagalumes – sala de bioluminescência

  • Sala com telões bem grandes que passavam imagens da fauna e flora, emitia uma fragância gostosa com cheiro de mata (se contrapunha ao cheiro de queimada que nos remete a devastação);

    Fauna(ave) – sala dos rupestres

    Fauna (besouros) – sala dos rupestres

    Fauna(borboleta) – sala dos rupestres

  • Túnel de fogo, com um corredor de 12m que emitia fragância de queimada com um cheiro bem desagradável;
  • Painel do INPE(Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), possuia imagens de monitoramento das queimadas em tempo real;

    Monitoramento das queimadas – INPE

    Focos de queimada – INPE

  •  Muro com 50m com representação de nichos que tinha o formato de animais em risco de extinção, com fundo de espelho;

    Silhuetas de animais em risco de extinção

    Informações sobre o CERRADO:

  •  Possui 1/3 da biodiversidade do Brasil (5% da biodiversidade do planeta);
  • Mais de 2 milhões de km² (24% do território nacional);
  • Nascem 14% das águas que correm para as grandes bacias hidrográficas brasileiras como por exemplo: Bacia Amazônica,  do São Francisco, Paraná/Paraguai;
  • Decido ao estoque que se acumula no subsolo, seria suficiente para gerar durante 7 anos o fluxo para as grandes bacias, só que com o desmatamento e compactação do solo, reduz esse tempo para 3 anos;
  • É mal visto chamado de “feio, pobre e triste”
  • OBS: Ao passar por essa exposição acabamos por refletir, nos impactos da ação antrópica neste bioma brasileiro, que nada é valorizado, deixado de lado muitas vezes, talvez por não ter uma biodiversidade que atraia muito, com a presença de árvores com cascas grossas e troncos retorcidos, se comparado a biodiversidade amazônica por exemplo. No entanto vivem diversas espécies de animais e vegetais nesse bioma que merecem total atenção da população!Habitam esse espaço animais como: anta, lobo-guará, gambá, capivara, macaco-prego, cutia, onça-pintada e onça–parda, jaguatirica etc, sendo que algumas dessas espécies estão ameaçadas de extinção!
    Portanto foi muito válida essa visita no museu, pois não há nada mais efetivo para a conscientização da população, no que se refere a preservação ambiental e de biomas, do que o uso de imagens, som, cheiro entre outros recursos que mexam com nossos sentidos, fazendo com que gravemos mais fácil tais informações!Por enquanto é só…
    Beijos,
    Clara